A Sala de Fotografia apresenta a quinta edição de seu jornal um espaço feito de encontros, atravessado por imagens que falam do chão, das gentes e de tudo aquilo que nos faz pertencer.
Mais do que páginas, esta edição é um manifesto visual sobre a força que habita os vínculos. Aqui, o olhar não é neutro: ele é gesto político, escuta generosa e forma de estar no mundo. Fotografia, para nós, é caminho para ver com cuidado, sentir com o corpo inteiro e pertencer de verdade ao território que habitamos.
Neste número, celebramos a imagem como expressão viva da identidade coletiva, da cultura que resiste e da comunidade que pulsa. Trazemos registros que não falam apenas de lugares, mas de laços. Porque um território só existe quando é vivido. E uma cultura só floresce quando é compartilhada.
Na fronteira entre o cotidiano e o simbólico, nos somamos à pesquisa visual sobre a identidade, projeto que escuta os guardiões da terra com respeito e reverência. Porque cultura não é só tradição: é também luta, invenção e futuro.
Neste jornal, a fotografia se apresenta como raiz e linguagem, como instrumento de registro e também de transformação. O que nos move é o desejo de visibilizar aquilo que é construído em comunidade aquilo que muitas vezes passa despercebido, mas que sustenta a vida em sua forma mais generosa: o cuidado coletivo.
Seguimos, assim, comprometidos com um fazer fotográfico que se coloca como ponte entre as pessoas e seus lugares. Que busca honrar os vínculos, registrar com ética, e revelar aquilo que realmente importa: o comum, o diverso, o vivo.
Que possamos continuar vendo com escuta, fotografando com afeto e transformando com pertencimento.
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