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Caminho dos Gigantes

Quando a Animação Fala com a Alma

Na era das grandes produções cinematográficas recheadas de efeitos visuais e tramas complexas, é revigorante ver um curta-metragem como Caminho dos Gigantes ocupar espaço no imaginário coletivo com uma narrativa tão sensível quanto profunda. Com direção primorosa de Alois Di Leo, o filme convida o espectador a desacelerar, observar e sentir — três atos quase revolucionários no tempo presente.


Exibido e premiado em festivais de cinema de destaque no Brasil e no exterior, Caminho dos Gigantes transcende sua forma animada e se consolida como uma obra universal. Em apenas doze minutos, somos levados a uma jornada visual e emocional guiada por Oquirá, uma menina indígena que percorre a floresta em busca de compreender o ciclo natural da vida e da morte. A floresta, com suas árvores colossais, torna-se metáfora viva da ancestralidade, do tempo e da renovação.

Na Sala de Fotografia, onde olhares se educam e sensibilidades se expandem, esse filme se encaixa como peça-chave. Ele nos provoca: como podemos, com nossas lentes e narrativas visuais, enxergar o invisível? Como traduzir sentimentos em imagens que tocam, questionam e transformam?


Mais do que um curta animado, Caminho dos Gigantes é uma experiência estética e filosófica. Ele nos ensina que grandes histórias nem sempre precisam de longas metragens — bastam poesia, verdade e um olhar honesto sobre o mundo ao nosso redor.


Para nós, enquanto jovens fotógrafos, artistas e comunicadores em formação, a lição é clara: o que torna uma imagem poderosa não é sua técnica, mas a intenção que a move. Que possamos seguir inspirados por Oquirá, caminhando entre nossos próprios gigantes, em busca de luz, sombra, essência — e de um olhar que veja além.


 
 
 

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